ISSN 2183 - 3990       

Inteligência Emocional em Contexto Escolar

[1]Inteligência Emocional em Contexto Escolar

Emotional Intelligence in Education Context

Maria Nunes-Valente*1 / Ana Paula Monteiro**2

*Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Escola de Ciências Humanas e Sociais-Departamento de Educação e Psicologia, Doutoranda em Ciências da Educação; ** Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Escola das Ciências Humanas e Sociais-Departamento de Educação e Psicologia, Professor Auxiliar

 

Resumo

A atividade docente enquanto processo relacional requer dos professores uma grande capacidade de relacionamento interpessoal e, identicamente, uma gestão eficaz das suas próprias emoções e das dos outros. Desta feita, o desenvolvimento da inteligência emocional e da capacidade de regulação dos professores representa, cada vez mais, uma componente crucial para a melhoria das relações interpessoais e profissionais dos mesmos. O presente artigo descreve as características da inteligência emocional e a importância desta na relação pedagógica professor-aluno. Analisa-se ainda o papel da inteligência emocional na gestão de conflitos e na escolha das diferentes estratégias de resolução do conflito.

Palavras-chave: Inteligência Emocional; Conflito; Professores; Escola.

 

Abstract

The teaching activity as relational process requires teachers a great interpersonal skills and, similarly, the effective management of their own emotions and those of others. This time, the development of emotional intelligence and teachers of regulation capacity is increasingly a crucial component for the improvement of interpersonal and professional relationships of them.

This article describes the features of emotional intelligence and the importance of this pedagogical teacher-student ratio. As well examines the role of emotional intelligence in conflict management and in the choice of different strategies of conflict resolution.

Keywords: Emotional Intelligence; Conflict; Teachers; School.

 

Introdução

“Educar a mente sem educar o coração não é educação”.

Aristóteles

 

A sociedade sofre alterações exponenciais, por sua vez a escola permanece ancorada em formas tradicionais de ensino (Punset, 2010). A escola preocupa-se com o desenvolvimento académico, através de uma preparação para o mercado de trabalho, mas não com a preparação para a vida, distanciando as próprias emoções deste processo educativo, apesar destas serem uma força constante, e muitas vezes a mais difícil de operar e entender.
Existem métodos para revigorar e exercitar a inteligência emocional, em grande parte ignorados pela educação, no que concerne à aplicação prática dos mesmos. Nos últimos anos, tem-se verificado um crescente interesse na investigação sobre a importância das emoções na educação, sendo estas analisadas considerando os diferentes intervenientes e relacionando-as tanto com as tarefas escolares, como com os contextos e as relações interpessoais aí estabelecidas (Schutz & DeCuir, 2002). No entanto, continua a verificar-se a ausência de um ajustamento entre a investigação académica desenvolvida, sobre inteligência emocional e a aplicação prática da mesma no contexto educativo.Num mundo em crise, os professores exercem a sua profissão numa sociedade cheia de desequilíbrios de várias naturezas e em escolas que, no meio de sucessivas reformas, tardam em encontrar um rumo que vá ao encontro das necessidades dos diferentes alunos e pais (Coelho, 2012). O currículo escolar dita que até ao ensino secundário os alunos aprendem disciplinas essenciais para a vida adulta. Mas, a par da  Matemática, das Ciências e do Português há outro conjunto de aptidões que desempenham um papel importante no futuro de qualquer pessoa: o desenvolvimento da inteligência emocional, que pode ajudar alunos a obterem melhores resultados escolares assim como professores a terem uma melhor prática docente. Estrela (2010) defende que a compreensão que o professor tiver da sua história de vida ajuda-o a lidar de forma mais eficaz com as incertezas e dúvidas no exercício da profissão e, consequentemente a adotar comportamentos mais adequados no processo de ensino-aprendizagem.O pensamento platónico defendia que a tarefa essencial da sociedade era a de ensinar os jovens a encontrar o prazer nas atividades de aprendizagem, assim como toda a aprendizagem tinha de possuir uma base emocional. Atualmente a neurociência defende que o elemento essencial na aprendizagem é a emoção, que sem emoção não há curiosidade, não há atenção, não há aprendizagem e não há memória (Mora, 2013). A escola é também responsável pela educação de valores e competências para a convivência e deve preparar-se, de forma diferente, para trabalhar as emoções e os conflitos que ocorrem no seu seio pois "a verdadeira inteligência emocional é o que une o emocional e o cognitivo, e a sua harmonia é o que garante o seu desenvolvimento eficaz para enfrentarmos qualquer situação da vida" (Gallego & Gallego, 2004, pp. 83).
É quase impossível pensar a escola, ou outro ambiente de trabalho, onde não ocorram situações de conflitualidade. Sabemos que as exigências colocadas atualmente à escola constituem imperativos de ordem não só formativa académica, mas principalmente de natureza pessoal e social. Existem outras necessidades na sociedade atual, diferentes das do passado as quais, evidentemente requerem outras respostas. Deste modo, urge a mudança para alcançar escolas de sucesso.
 

Inteligência emocional e escola

Um dos aspetos que mais contribuiu para o desenvolvimento do constructo de inteligência emocional foi o conceito de emoção (Rego & Fernandes, 2005).
A emoção pode ser definida como uma panóplia de reações e de alterações fisiológicas que ocorrem no organismo, e o sentimento como a interpretação e a tomada de consciência dessas mesmas alterações (Damásio, 2003). A interação humana tem, assim, um lugar de destaque quando relacionada com as emoções. Estas estão subordinadas aos atos e respostas que advêm da interação com os outros, isto é, as emoções são concebidas numa ligação entre o indivíduo e o meio, representando um contributo para o raciocínio e para a inteligência em geral, sendo adaptativas e funcionais (Mayer, DiPaolo & Salovey, 1990). Por conseguinte, as emoções são determinantes para a qualidade de vida, visto que ajudam a descobrirmo-nos e a compreendermo-nos, a nós próprios e aos outros, desempenhando um papel importante nos nossos relacionamentos (Ekman, 2012).A inteligência emocional tem recebido progressiva atenção na investigação científica, pela crescente evidência da sua influência no sucesso pessoal e organizacional. O conceito de inteligência emocional foi desenvolvido ao longo do último meio século, surgindo pela primeira vez em 1990, por Peter Salovey e John D. Mayer que ao redefinirem as inteligências pessoais de Gardner, cartografaram o modo de trazer inteligência às emoções, criando o conceito de inteligência emocional. De acordo com Mayer e Salovey (1997, citado em Mayer, Salovey & Caruso, 2004) a inteligência emocional é o conjunto de quatro capacidades distintas que interagem entre si: a perceção emocional, a facilitação emocional do pensamento, a compreensão emocional e a gestão emocional, com a finalidade de promover melhores emoções e pensamentos.Divulgada em 1995, por Daniel Goleman, na publicação do livro Emotional Intelligence, a inteligência emocional conquistou novo alento, resultando numa popularização do conceito a nível académico e social. Goleman (2006) define inteligência emocional como a capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos. A análise de inteligência emocional e das respetivas dimensões, foi evoluindo ao longo do tempo, deste modo Goleman simplificou o seu modelo original, de cinco para quatro domínios: autoconsciência, autodomínio, consciência social e gestão das relações (Goleman, Boyatzis & McKee, 2007).O saber gerir as emoções remete-nos para o domínio das competências emocionais, que ao serem trabalhadas e desenvolvidas permitirão, em todo o contexto escolar um ambiente mais saudável e rico em aprendizagens. Damásio (1995) clarifica e Goleman (1999) defende que as pessoas emocionalmente competentes apresentam, nos contextos de vida prática, uma relação consigo e com os outros francamente mais positiva do que aqueles que apresentam sinais de iliteracia emocional. Os atributos emocionais do professor na relação pedagógica geram emoções e comportamentos nos alunos, e este processo remete-nos para a importância da educação emocional (Veiga Branco, 2005).De acordo com a International Society of Applied Emotional Intelligence (ISAEI) a inteligência emocional apresenta as seguintes características: controlo emocional-controlar os seus sentimentos e gerir o seu humor; autoestima- ter bons sentimentos a seu respeito, independentemente das situações exteriores; gestão do stress- controlar o stress e criar mudanças; aptidões sociais- ser capaz de relacionar-se com os outros e ser empático; controlo da impulsividade- controlar a sua impulsividade e aceitar adiar as suas gratificações; equilíbrio- manter o equilíbrio entre o trabalho e a casa, as obrigações e o prazer; aptidões de comunicação- comunicar eficazmente com os outros; gestão de metas e de objetivos- fixar metas realistas em todas as esferas da vida; automotivação - motivar-se a si próprio na prossecução das suas metas, ser capaz de criar energia interna; e atitude positiva-manter uma atitude positiva e realista mesmo nos momentos mais difíceis (Chabot, 2001). Para desenvolver a inteligência emocional dos professores, é importante prepará-los, através de programas de formação. O desenvolvimento das competências de inteligência emocional em professores irá ajudá-los a trabalhar com os alunos de modo mais eficaz (Bhattacharjee, 2016). Os professores devem dominar as competências da inteligência emocional, para que as transmitam aos alunos, com a finalidade de trabalhar com eles o desenvolvimento destas mesmas capacidades. Diversos autores (eg. Barrantes-Elizondo, 2016; Bisquerra e Renom, 2007; Fernández-Berrocal e Extremera , 2002 e Sánchez, 2014) defendem várias razões para implementar programas de educação emocional, referindo que as competências sócio emocionais são um aspeto fundamental do desenvolvimento humano. De modo a regular as emoções para prevenir comportamentos de risco e também a necessidade de preparar para a resolução de situações que são imprevisíveis e difíceis de gerenciar em contexto escolar (Barrantes-Elizondo, 2016).Estudos feitos por Battistich et al. (2000, citados em Corcoran & Tormey, 2013) indicam que nas escolas onde se desenvolveram programas que validam a construção de relações estáveis, emotivas e de apoio revelaram redução no consumo de drogas, no comportamento antissocial e um aumento de atitudes pró-sociais. Verificando-se também melhorias nas atitudes académicas, na motivação e no comportamento dos alunos. Do mesmo modo, Brackett, Palomera, Mojsa-Kaja, Reyes e Salovey (2010) defendem que professores com pontuações mais elevadas nos testes de regulação emocional relatam menos cansaço e maior satisfação no trabalho.Contudo, a escola continua a privilegiar os conteúdos a lecionar, fazendo com que muitos professores tenham uma qualificação excelente na sua área disciplinar, não conseguindo, no entanto, estabelecer contacto com os alunos, pela falta de competências relacionais e de estratégias para resolver e gerir conflitos. Jesus (2002) elaborou uma análise de programas curriculares, de várias instituições que formam professores, tendo concluído que a formação clássica dos professores portugueses é limitativa ou pelo menos não estimulativa relativamente à componente afetiva.Estevão (2012) afirma que a formação ministrada aos professores pouco ou nada contribui para uma maior e melhor adaptação aos desafios futuros em contexto escolar. O sistema educativo provoca stress em toda a comunidade educativa por se pautar na retórica da transmissão de informação, valorizando uma aprendizagem quantitativa e não qualitativa. Este tipo de prática rotineira, sem análise, sem crítica e sem diálogo enfraquece o desenvolvimento emocional, anulando qualquer participação ativa do aluno e convertendo o conteúdo programático em algo sem vida interior, sem emoção, que empobrece a participação e desempenho dos alunos (Barrantes-Elizondo, 2016).Capacitar professores, na sua dimensão emocional é pertinente, sendo também uma necessidade sentida pelos mesmos, como testemunha Estrela (2010) ao referir que os professores sabem que há necessidade de autorregularem as suas emoções, de forma a evitarem o descontrolo emocional que pode ter reflexos negativos na sua ação pedagógica.
A inteligência emocional revela-se primordial na atividade dos professores, pois pode promover melhores resultados, aumentar a capacidade para lidar com as tensões vivenciadas na escola, assim como melhorar as competências de relacionamento interpessoal.
 

Inteligência Emocional e Conflito Escolar

A escola é um lugar onde convivem pessoas com diferentes características, opiniões, religiões e personalidades. Face à existência de tais diferenças é natural que emerjam desacordos de diversas ordens. É necessário que as escolas aprendam a viver com os conflitos que possam surgir, considerando-os como uma oportunidade de aprendizagem (Cascón, 2000).
As emoções encontram-se inerentemente relacionadas com o conflito, ou seja, ativamos as emoções com o conflito e este, por sua vez, também as estimula (Sánchez, 2014). As emoções podem dificultar uma gestão positiva do conflito por diversos motivos: interferem na nossa atenção; a sua demonstração pode tornar-nos vulneráveis à manipulação; e as emoções dificultam o pensamento objetivo e preciso (Maciel, 2013). No entanto, a capacidade de lidar positivamente com as emoções aumenta a possibilidade de se alcançarem os objetivos numa negociação. Logo, torna-se vantajoso compreender a informação transmitida através das emoções, dado que estas exprimem a importância que cada um confere aos seus interesses e necessidades no conflito (Shapiro, 2004).A literatura aponta que as emoções desempenham um papel fundamental na gestão de conflitos e também na escolha dos diferentes estilos de gestão (Kiel, 2010; Leung, 2010; Shih & Susanto, 2010). A escolha dos estilos vai ser afetada pela interação existente entre a inteligência emocional e as respostas comportamentais (Leung, 2010). Bippus e Rollin (2003) defendem que uma maior satisfação nas relações vai originar comportamentos mais integrativos e de compromisso, o que demonstra que a inteligência emocional se relaciona com os estilos de gestão de conflitos. No mesmo sentido, Shih e Susanto (2010) verificam que a inteligência emocional prediz os estilos de conflito integração e compromisso. Tendo avaliado a inteligência emocional como uma só dimensão obtiveram uma relação positiva entre esta e os estilos de conflito integração e compromisso.Chuang, Wang, Kung e Wang (2011) demonstraram que o estado emocional positivo tem um efeito positivo sobre os estilos colaborativos, enquanto o estado emocional negativo tem um efeito positivo sobre o estilo competitivo e a evitação.Apesar da importância em utilizar os estilos de gestão, de acordo com as especificidades da situação conflitual em que estamos envolvidos (Medina & Munduate, 2005), a adoção de um estilo mais colaborativo tem uma relação positiva com uma negociação mais eficaz, por levar a resultados mais construtivos, conduzindo também a uma satisfação de ambas as partes em conflito (Rubin, Pruitt & Kim, 1994). Acresce que quanto maior o valor atribuído aos objetivos a alcançar e à preservação da relação entre as partes, mais importante é a premissa da colaboração enquanto princípio primordial no mundo da educação (Cascón, 2000).
Assim, a educação emocional fundamentada no desenvolvimento da inteligência emocional é uma condição essencial nos processos de mediação e gestão de conflitos, por abranger uma gestão das emoções do sujeito e do outro, presentes em toda a interação social e educativa. Ora, tais aspetos fomentam um clima escolar positivo, favorecem a aprendizagem e contribuem para a diminuição de comportamentos disruptivos (Sánchez, 2014).
 

Considerações Finais

Desenvolver a capacidade para gerir as emoções e filtrar estímulos stressantes é de extrema importância no dia-a-dia de todos os envolvidos no contexto educativo. Vários autores mostram que as competências emocionais são fundamentais para a adaptação do ser humano aos ecossistemas em que se encontra (Bisquerra & Pérez, 2007; Caruso & Salovey, 2007; Goleman et al., 2007). Deste modo, o professor deverá conhecer e ensinar um vasto vocabulário emocional aos seus alunos, desenvolvendo nestes capacidades para conhecerem e gerirem as suas emoções.
É quase impossível pensar a escola, ou um ambiente de trabalho, onde não ocorram situações de conflitualidade. Se é uma realidade que a sociedade evoluiu e está, consequentemente, aberta às mudanças sociais que possam suceder, aparenta não ser menos verdade que na escola, parte constituinte dessa sociedade, se tenham operado enormes transformações no decurso do tempo. Face a inevitabilidade de conflitos na escola, importa formar os professores com as competências suficientes para os enfrentar, reconhecendo a sua existência, ou seja dever-se-á alterar e adequar a formação de professores à realidade e às exigências atuais, nomeadamente no que concerne às emoções (Esteve, 1992).Fernández-Berrocal e Extremera (2002) consideram que vivemos um momento de mudanças educativas em que importa refletir sobre o desafio da inclusão das competências emocionais de uma forma explícita no sistema escolar. Os autores preconizam que “o professor para este novo século terá que ser capaz de ensinar a aritmética do coração e a gramática das relações sociais” (Fernández-Berrocal & Extremera, 2002, p. 6).
Assim, uma conceção de educação que preconize a construção de uma cultura de paz nas escolas tem, necessariamente, como componente principal a operacionalização de diversas formas de resolução colaborativa dos conflitos e da gestão das emoções.
 

Referências Bibliográficas

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[1]Endereço para correspondência: This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

Submissão: 27.09.2016

Aceitação: 30.01.2017