ISSN 2183 - 3990       

A Saúde Mental dos Psicólogos: A Perceção de estudantes de Psicologia

 

A Saúde Mental dos Psicólogos: A Perceção de estudantes de Psicologia

Psychologists’ Mental Health: Psychology Students’ Perception

 

Bruna Teixeira1 / Joana Nascimento / Maria Clara Costa / Mariana Pereira

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal

 

Resumo

A saúde mental é uma peça vital para o funcionamento do indivíduo. Vários estudos defendem a importância acrescida da manutenção desta em profissionais de saúde, nomeadamente, em psicólogos. Este trabalho teve como principal objetivo investigar a perceção de cinco estudantes de psicologia acerca da saúde mental dos psicólogos, recorrendo a entrevistas semiestruturadas. A análise dos dados permitiu a criação das unidades de significado para cada questão de entrevista. Os resultados revelam que os participantes dão extrema importância à saúde mental dos psicólogos, dado o cariz empático que é necessário para prestarem um serviço de qualidade. Ao longo do curso, os estudantes referem ter adquirido competências para atender à sua própria saúde mental e para desenvolver estratégias de coping que visam combater o desgaste emocional.

Palavras-chave: saúde mental, estudantes de psicologia, estudo qualitativo

 

Abstract

Mental health is a vital part of the individual’s functioning. Several studies have shown an increased importance of the maintenance of it in professionals in the field, particularly psychologists. This paper focuses on investigating the perception of five psychology students on psychologists’ mental health, using semi-structured interviews. Data analysis allowed the creation of relevant units of meaning for each interview question. Results reveal that participants attach extreme importance to psychologists’ mental health given the empathic nature that is necessary for them to provide a quality service to others. Throughout the university course, students believe to acquire the bases needed to be more aware of their own mental health and to maintain it and the activities referred to are coping strategies that aim to avoid emotional exhaustion.

Keywords: mental health, psychology students, qualitative study

 

 

Introdução

A saúde mental não se define exclusivamente pela ausência de perturbação mental. Ela é uma peça vital para o funcionamento do indivíduo, daí ser parte integrante do conceito de saúde proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS): um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de condições ou doenças. Segundo De Souza e Batista, 2008, uma saúde mental plena apresenta inúmeros benefícios para o indivíduo como o usufruto integral das suas competências cognitivas, relacionais e afetivas e a capacidade de responder às adversidades do quotidiano. Assim, salienta-se a importância das entidades de Saúde Pública na sensibilização para a implementação de estilos de vida saudáveis, por forma a reduzir fatores de risco pessoais, sociais e económicos para o desenvolvimento de perturbações mentais (Alves & Rodrigues, 2010).

 

Investigações demonstram uma alta e crescente prevalência de problemas relacionados com a saúde mental em estudantes universitários, predominantemente associados à transição e adaptação à universidade, como é o caso da competição entre os pares devido às exigências académicas, o volume de trabalho, carga horária, exames e frequências, problemas financeiros, separação física da família e de tudo que lhe é familiar (Costa & Leal, 2006, 2008; Sequeira et al., 2014; Silveira, Norton, Brandão, & Roma-Torres, 2011; Zivin, Eisenberg, Gollust, & Golberstein, 2009). Estes fatores são responsáveis pelas percentagens elevadas de, principalmente, ansiedade e depressão que podem levar a uma comorbilidade com outras perturbações (Andrade et al., 2016; Dias, 2006; Sequeira et al., 2014; Silveira et al., 2011; Zivin et al., 2009). No entanto, a procura autónoma de ajuda é pouco frequente, devido ao estigma associado aos problemas de saúde mental. Os estudantes universitários apontam a falta de tempo, a preocupação com a privacidade, o medo de ser alvo de discriminação, a ausência da perceção da necessidade de tratamento ou dos próprios sintomas e a falta de informação sobre os serviços específicos disponíveis (Gulliver, Christensen, & Griffiths, 2010; Silveira et al., 2011). Os últimos três fatores enumerados são preocupantes, na medida que evidenciam falta de informação sobre esta temática, que deveria ser providenciada na fase inicial da adolescência, visto que a doença mental apresenta uma maior prevalência na faixa etária dos 16 aos 24 anos – jovem adultícia –, o que não invalida o surgimento destas numa fase mais precoce (Gulliver et al., 2010; Reinke, Stormont, Herman, Puri, & Goel, 2015; Silveira et al., 2011).

 

Estudos incidentes em crianças revelam que 23% não sabe onde procurar ajuda, 20% desconhece a existência de um problema e que os mais novos acabam por atribuir a culpa do seu sofrimento a si mesmos por falta da informação (Bowers, Manion, Papadopoulos, & Gauvreau, 2013). A formação sobre as doenças mentais e a disponibilização de serviços especializados nas mesmas deve ser dada pelas instituições de ensino, principalmente as escolas secundárias, de forma a existir uma melhor compreensão e consequente redução da incidência dos problemas mentais interferentes na aprendizagem e desenvolvimento social (Bacha et al., 2012; Fogaça et al., 2012; Reinke et al., 2011). Reinke e colaboradores (2011) salientam a importância de aumentar a ação dos psicólogos escolares, visto terem um papel importante na avaliação, educação sobre estratégias para lidar com as emoções e desenvolvimento de intervenções.

 

No entanto, não é só nos estudantes que se verifica esta falta de saúde mental. Os próprios profissionais desta área de saúde, que inclui psiquiatras, psicólogos, enfermeiros e terapeutas ocupacionais, experienciam por vezes as mesmas dificuldades em manter a saúde mental que os seus clientes (Leiter & Harvie, 1996). Estudos apontam a transição para o mundo laboral como uma das causas do aumento do desgaste e exaustão emocional uma vez que as exigências práticas não correspondem à formação académica recebida, principalmente na área de psicologia (Da Silva, 2010; Duarte & Moraes, 2016; Tarnowski & Carlotto, 2007). As investigações têm demostrado que os profissionais de saúde mais jovens estão mais suscetíveis a vivenciar o processo de burnout – “síndrome que consiste na exaustão emocional e física resultante de um autoconceito negativo, atitudes negativas face ao trabalho e perda de preocupação pelos clientes” (Rosenberg & Pace, 2006 p. 87) e compreende três dimensões: exaustão emocional, despersonalização e baixa realização profissional (Lim, Kim, Kim, Yang, & Lee, 2010) – ao contrário dos profissionais com mais experiência, corroborado por uma correlação negativa entre estas duas variáveis (Ibidem). Esta realidade é frequentemente uma reflexão das condições de trabalho precárias devido à baixa remuneração, falta de reconhecimento e contacto diário com a dor psíquica do outro (Bakker, Van Der Zee, Lewig, & Dollard, 2006; Scanlan & Still, 2013), algo que não se verifica no setor privado visto que os profissionais que exercem neste ramo apresentam valores mais baixos em todas as dimensões do burnout (Leiter, & Harvie, 1996). O que se tem verificado é que o distress entre os profissionais dos cuidados de saúde se reflete na utilização de uma abordagem menos proativa conduzindo a uma redução da qualidade do cuidado prestado aos pacientes (Renzi, Tabolli, Ianni, Di Pietro, & Puddu, 2005; Scanlan, & Still, 2013). Para que isto não aconteça é necessário que estes profissionais façam da sua saúde mental uma prioridade, recorrendo a psicólogos e partilhando as suas vulnerabilidades, ou através de estratégias de coping (Carlotto, Camara, Otto, & Kauffmann, 2010; Costa & Leal, 2006; Evans & Villavisanis, 1997). Por coping entende-se “comportamentos dos organismos diante de processos de stress” (Costa & Leal, 2006 p.190) como por exemplo “leitura, ver televisão, ouvir música, montar um puzzle” (Costa & Leal, 2006 p.191) cujo objetivo é abstrair das situações stressantes de forma a evitar o desgaste emocional (Costa & Leal, 2006; Carlotto, et al., 2010; Scanlan & Still, 2013). Uma outra estratégia não tão investigada é a psicologia positiva, que oferece diferentes abordagens para a promoção da resiliência, realização pessoal e bem-estar geral da pessoa (Kobau et al., 2011).

 

Propomo-nos estudar a perceção dos estudantes de psicologia sobre a saúde mental dos psicólogos, dado que após a revisão constatámos que não existe informação específica sobre este tema em particular. Como tal, definimos como questões de pesquisa: qual o entendimento dos estudantes de psicologia sobre a saúde mental dos psicólogos; qual a perspetiva dos estudantes de psicologia acerca do curso de psicologia fornecer competências para manter a saúde mental. Uma vez que não pretendemos com esta investigação extrair uma conclusão que possa ser generalizada mas sim compreender estas dimensões, optámos por um estudo qualitativo recorrendo a entrevistas semiestruturadas.

 

Métodos

Participantes

Este estudo recorreu a cinco participantes com idades compreendidas entre os 18 e os 23 anos, sendo um do sexo masculino e quatro do sexo feminino. Todos frequentam o curso de psicologia de uma universidade pública do norte de Portugal, tendo-se selecionado um aluno de cada ano de curso (do 1º ao 5º ano).

 

Instrumentos

O guião da entrevista semiestruturada teve como base as questões de investigação previamente definidas consistindo em sete questões abertas, para respostas curtas ou mais aprofundadas. Para evitar o enviesamento das respostas e obter um registo o mais fidedigno possível das mesmas, recorreu-se ao uso de um gravador.

 

Procedimentos

O processo de entrevista teve lugar numa sala com boa iluminação e sem fatores distratores, com uma duração média de sete minutos. Em cada entrevista estiveram presentes dois dos investigadores. No início, mediante a apresentação do consentimento informado, bem como durante a transcrição e interpretação dos dados, foi assegurada a confidencialidade, privacidade, anonimato e cariz voluntário da mesma.

 

Análise de Dados

A análise dos dados consistiu na transcrição de cada entrevista e interpretação das respostas para cada questão de todos os participantes. Para tal foi feita uma análise de conteúdo recorrendo a uma análise temática indutiva visando obter uma categoria que melhor represente as respostas de cada entrevistado para cada questão. O resultado da leitura sucessiva do material empírico levou à identificação das 7 unidades de significado emergentes (categorias).

 

Resultados

Verificámos uma predominância do uso de “bem-estar mental/psicológico” quando questionados sobre o que entendem por saúde mental, existindo também uma referência a um bem-estar emocional e cognitivo. A não hesitação no momento de resposta e a congruência do teor da mesma revela que os estudantes têm uma clara noção deste conceito.

E4: “Saúde mental é um estado de bem-estar ao nível cognitivo e emocional.” E5: “Para mim, saúde mental é a pessoa ter qualidade de vida do ponto de vista psíquico e emocional”

À questão Alguma vez pensaste na tua saúde mental e em que circunstâncias?, todos os participantes afirmaram já o terem feito em situações stress e eventos negativos”.

E4: “Em momentos de stress, como por exemplo alturas de frequências e entregas de trabalhos. Ou em momentos de tristeza, como morte de familiares.”

No entanto, para a maioria dos entrevistados foi notória a dificuldade na organização do discurso, o que os levou a responder de uma forma mais abstrata, mais superficial. Essa confusão acabou por interferir com a intenção original de resposta deixando-a incompleta.

E3: “Não sei, no dia-a-dia. Ou às vezes quando…quando há mais stress ou ansiedade ou coisas desse género. Ou quando, sei lá, quando às vezes acontecem coisas… estranhas não. Quando acontecem coisas, como é que se diz? Sei lá acontecimentos de vida mais…”

Quando confrontados com a pergunta qual a tua opinião sobre a saúde mental dos psicólogos?, houve uma concordância sobre a necessidade de existir uma saúde mental positiva destes. Certos entrevistados justificaram detalhadamente o porquê dessa importância no exercício da profissão, nomeadamente o facto de esta ser fundamental para que se verifique uma melhor qualidade na prestação do serviço.

E1: “(…) um psicólogo tem o dever de estar em plena saúde mental se tem qualquer intenção de ajudar a saúde mental de outras pessoas.”

E4: “(…) se a função do psicólogo é proporcionar…auxiliar na saúde mental dos que o procuram, estes devem ter em especial atenção a sua.”

Constatámos uma unanimidade positiva nas respostas a questão: Na tua opinião, achas que o curso te faculta os meios ou a informação necessária para a compreensão da tua saúde mental? Esta não se verificou relativamente ao ciclo de estudos em que esta mesma informação é dada uma vez que uns acham a licenciatura suficiente enquanto outros discordam.

E2: “no mestrado começa a haver uma integração, ou uma clarificação mais alargada mas na licenciatura não”.

E3: “Sim. […] Principalmente as cadeiras de psicopatologia acho que eu consegui adaptar muitas das coisas que aprendi a comportamentos que eu tinha (…)”

À pergunta seguinte- Como idealmente obterias essa informação?- os participantes, para além das unidades curriculares, referiram palestras, seminários e livros assim como a procura da ajuda de um psicólogo, como outras formas de obter essa informação o que nos levou a generalizar em duas categorias: Pesquisa pessoal e Conhecimentos obtidos nas unidades curriculares.

Nas duas últimas questões: Como futuro psicólogo, que importância atribuis à manutenção da tua saúde mental? e Que estratégias usas para fazeres essa manutenção?, todos atribuíram extrema importância à manutenção da própria saúde mental salientando que o psicólogo tem de ter “toda a estrutura emocional e comportamental organizada para que consiga ser imparcial relativamente à doença […] de um paciente […] no sentido de o poder ajudar” referindo a meditação e atividades de lazer como as estratégias utilizadas para a manutenção da mesma.

E3: “fazer coisas que me distraiam, ver um filme, ver uma série, jogar um jogo, ouvir música.”.

 

Discussão

Após a revisão da literatura e da análise e interpretação dos dados verificámos que as repostas dos estudantes relativamente ao conceito de saúde mental vão de encontro à definição dada pela OMS, o que reflete um conhecimento amplo e conciso acerca deste tema. Tal como seria de esperar, dado o curso que frequentam, os estudantes têm uma definição clara de saúde mental. A alusão ao stress e à ansiedade por parte dos entrevistados corrobora a literatura uma vez que é em eventos com uma carga emocional negativa que os indivíduos apresentam uma tendência para uma maior preocupação com a sua saúde mental e consequente introspeção. O que os participantes deixaram transparecer foi uma maior necessidade de recorrer a estratégias que em fases emocionalmente neutras são tidas como atividades de lazer, mas que em situações negativas e.g quando não sentem a plenitude da sua saúde mental, têm a função de fuga a fatores de stress. Estas atividades são consideradas pelos estudos revistos como estratégias de coping que visam evitar o desgaste emocional (Costa & Leal, 2006; Carlotto, et al., 2010; Scanlan & Still, 2013). De forma a obter um maior entendimento sobre a sua saúde mental, os sujeitos deram-nos a conhecer as formas como obtém a informação para a manutenção da mesma para além do que é fornecido pelo curso. Concordando com a literatura, acreditamos ser da responsabilidade da instituição facultar quer educação sobre o tema quer os serviços especializados como por exemplo um psicólogo. A saúde mental deste revela-se quer pela literatura quer pelos entrevistados não só como uma parte fulcral do exercício da profissão mas também do psicólogo enquanto ser independente da atividade profissional. Posto isto vimos as nossas questões de investigação respondidas apesar de enfatizarem que o curso apenas fornece os conhecimentos base para trabalhar a saúde mental.

Tendo consciência que este tema trata de assuntos pessoais atribuímos o desconforto visível em determinadas questões da entrevista a este facto, não representando limitação à investigação. As limitações encontradas prendem-se com a falta de literatura sobre este tema em específico, o reduzido número de entrevistados e ao facto de estes serem provenientes da mesma universidade.

 

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