ISSN 2183 - 3990       

Expectativas dos estudantes finalistas em psicologia em relação ao mercado de trabalho

 

Expectativas dos estudantes finalistas em psicologia em relação ao mercado de trabalho

Expectations of psychology junior college students towards the job market

 

Cláudia Alves* / Francisca Queirós*1 / Cristina Azevedo* / Filipa Magalhães* / Ana Machado *

*Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal

 

RESUMO

Ao aproximar-se o final de uma etapa importante na vida de cada estudante universitário, começam a surgir dúvidas, medos e inseguranças. Através de diversas pesquisas foi possível verificar que esta transição causa sentimentos contraditórios, ora existe um entusiamo para começar a vida profissional, ora receio pelo que poderá vir a acontecer. Assim sendo, o objetivo deste estudo foi analisar as expectativas e vivências de estudantes universitários finalistas, do curso de Psicologia, em relação ao mercado de trabalho, bem como um maior entendimento relativamente às estratégias adotadas para a diminuição de sentimentos negativos causados por este período de intensa carga emocional. Foi também importante compreender certos aspetos considerados benéficos para que os estudantes recebam uma melhor preparação para a sua vida profissional, nomeadamente os estágios. Para isso recorremos ao uso de entrevistas a seis alunas na faixa etária dos 20 anos. Os resultados indicaram que a maioria dos estudantes sente receio perante a vida no mundo do trabalho, principalmente pelo medo de não encontrar algo na sua área de formação ou de não possuírem as qualificações necessárias devido à falta de experiência profissional. Existe ainda a incerteza de não conseguirem ingressar no mercado de trabalho, devido à elevada saturação das suas áreas profissionais.

Palavras-chave: Universitários; Finalistas de psicologia; Mercado de trabalho; Expectativas.

 

ABSTRACT

As the end of an important stage in the life of each university student approaches, doubts, fears and insecurities begin to emerge. This transition causes contradictory feelings, or there is an enthusiasm for starting a professional life, or a fear of what may happen. Therefore, the objective of this study was to analyze the expectations and experiences of finalist college students, belonging to the Psychology course, regarding the labor market as well as a greater understanding of the strategies adopted for the reduction of negative feelings caused by this period of intense emotional load. It was also important to understand certain aspects that are considered benefic so that students can receive a better preparation for their professional life, such as internships.To do this, we used interviews of six students in the age group of 20 years. The results indicated that most students are worried about life in the world of work, mainly because of the fear of not finding something in their area of training or of not having the necessary qualifications due to the lack of professional experience. It also exists uncertainty about being able to join the job market due to the high saturation of their professional areas.

Keywords: College students; Psychology finalists; Labor market; Expectations.

 

 

 

Introdução

 

Nas sociedades contemporâneas tem-se assistido a um crescimento económico e desenvolvimental significativo, tanto a nível individual como nacional e não existem dúvidas de que, tal fenómeno, se repercute no setor educacional, nomeadamente na expansão do acesso ao ensino superior (Pitcher & Purcell, 1998). Tal evidência tem, por sua vez, sido associada ao mercado de trabalho, mais propriamente ao ingresso de estudantes universitários finalistas naquele que se designa como o primeiro emprego.

 

A fase de progresso da universidade para o mundo profissional acarreta inúmeras mudanças, experiências e decisões, para as quais, muitas vezes, os estudantes não estão preparados (Bardagi, Lassance, Paradiso, & Menezes, 2006) e que despoletam em si vivências que devem ser devidamente investigadas. Assim, o estudo das expectativas de alunos que vão ingressar no mercado de trabalho, bem como das suas vivências e das estratégias utilizadas para tornar esta etapa menos problemática é o objetivo deste estudo.

 

Este processo de transição é caracterizado por um conjunto de ambivalências. Se, por um lado, existe a necessidade de terminar o curso e com boas classificações, por outro, todo um conjunto de apreensões referentes ao ingresso no mundo do trabalho assolam os estudantes (Lassance & Gocks, 1995; Angot, Malloch, & Kleymann, 2008). Todas estas dificuldades têm sido relatadas, ao longo dos anos, na literatura em geral. Segundo Teixeira e Gomes (2005) o término do curso implica uma reavaliação das escolhas feitas até então, do que foi experienciado, quer a nível profissional quer pessoal. Já Cohen-Scali (2003) declara que o confronto dos jovens com múltiplas tarefas nos domínios, académico, social, relacional, vocacional e emocional é inevitável, daí este ser considerado por Ambiel (2014) como um período inteiramente exploratório, em que o recém-licenciado procura investigar todas as possibilidades de carreira existentes no âmbito da sua profissão, com o intuito de as experimentar.

 

Relativamente ao termo carreira, este foi definido por Dias & Soares (2012) como a vida profissional do indivíduo, com o objetivo de produzir algo. Estes autores acreditam que o direcionamento da carreira é, desde cedo, influenciado pela escolha do curso. O aluno vê a entrada na universidade como o próximo passo óbvio a seguir (Pitcher & Purcell, 1988) e uma oportunidade para obter o tão esperado diploma que, segundo ele, é, por si só, condição para conseguir um bom estatuto social, melhores possibilidades de carreira e um emprego bem remunerado e socialmente aceite (Dias & Soares, 2012).

 

Buscacio & Soares (2017) mostraram que a satisfação dos alunos em relação ao curso que frequentam e a criação de expectativas realistas em relação ao mesmo, são fortes indicadores de uma maior capacidade de planeamento de projetos futuros. Isto encontra-se, por sua vez, associado a uma elevada compreensão da profissão que pretende seguir e à construção de expectativas associadas à carreira, também elas realistas.

 

De acordo com diversos estudos percebe-se que a geração atual apresenta expectativas muito díspares das gerações passadas, provavelmente devido às condições atuais do mercado de trabalho (Dias, 2009), como já foi anteriormente referido. Esta geração tem expectativas elevadas relativamente à dicotomia vida/trabalho, preferindo contratos psicológicos que enfatizem, primeiramente, um melhor balanço entre objetivos do trabalho e pessoais (Smola & Sutton, 2002). Esta descoberta foi refutada por Cennamo e Gardner (2008) que afirmam que, atualmente se dá mais importância a valores morais como a liberdade ou a autonomia. Em segundo, estes mesmos autores demonstraram que as expectativas também se mantêm elevadas quando se fala do envolvimento social, outro valor privilegiado na hora de procurar emprego.

 

Uma outra perspetiva bastante presente na nova geração foi reportada por Luz e Levandowski (2017) e prende-se com a convicção de que a conclusão de um curso superior, por si só, não é suficiente para garantir um emprego. Consequentemente, nasce a expectativa partilhada por muitos estudantes que consiste no facto de não acreditarem numa carreira relacionada com o curso que tiraram. No entanto, Pitcher e Purcell (1998) evidenciaram que o mesmo não ocorre com todos os jovens, sendo que, mais de um terço espera, a longo prazo, conseguir um emprego dentro da sua área.

 

Na sua generalidade, os jovens têm sempre como objetivo terminar a licenciatura e encontrar um emprego, de preferência na sua área de formação, que lhes garanta a satisfação das necessidades (Araújo, Domingues, Ribeiro, Martins & Santos, 2010). Assim, considera-se que, para eles, a atividade profissional é uma prioridade e uma garantia de inserção social e que a noção de emprego para a vida característica de uma carreira tradicional, existente há uns anos atrás, já não existe (Pitcher & Purcell, 1998). Deste modo, na perspetiva dos alunos de último ano, é essencial conter certos requisitos que os façam parecer mais empregáveis e sobressair, na sua área, no meio de tantos outros profissionais (Teixeira, 2002). Toda esta burocracia faz com que se relevem os empregos que lhes ofereçam possibilidade de treino, crescimento e desenvolvimento dessas competências e habilidades fundamentais para resistir ao processo de ingresso no mercado atual (Hauw & Vos, 2010). Estas aptidões de empregabilidade têm sido inúmeras vezes aludidas na literatura como estando relacionadas ao processo de adaptação à carreira (Guzman & Choi, 2013) e geralmente a sua exposição por grau de importância varia de autor para autor. Lamas, Ambiel e Silva (2014) nos seus estudos mostram que, na perspetiva dos alunos, a atualização e indagação permanente acerca dos diversos domínios, a facilidade de comunicação e de trabalho em equipa, são as competências de eleição para os empregadores. Por outro lado, Zulauf (2006) verificou, de entre 60 estudantes, que o maior destaque era dado ao trabalho de equipa, à autoconfiança, à definição de metas, ao gerenciamento de tempo e à capacidade de tomada de decisão.

Como se pode notar, muitas das habilidades acima mencionadas nada têm a ver com a matéria lecionada nas diversas unidades curriculares, percebe-se, portanto, que, presentemente, muitos outros fatores são levados em consideração pelos estudantes, quando se fala do mercado de trabalho. Assim, julga-se importante referir e explicar as chamadas soft-skills. Estas dizem respeito a competências interpessoais como a prontidão para aprender, sair da zona de conforto, trabalhar em equipa, a polivalência, autonomia, flexibilidade, capacidade de adaptação e disponibilidade (Paulos, Valadas, & Fragoso, 2017).

As vivências dos alunos finalistas são, igualmente, um foco no presente estudo e veem-se como o resultado de muitas das variáveis até agora referidas. Alguns autores afirmam que, de uma forma geral, a perceção dos estudantes se baseia no facto de que, o contexto universitário, por si só, não traz uma grande preocupação, já a transição para o trabalho, o desejo de autonomia e independência e a ambição de constituir uma vida adulta se reveste de uma elevada inquietação (Dias, 2009; Vieira, Maia & Coimbra, 2007)

Teixeira e Gomes (2005), após avaliarem os universitários neste momento de mudança, indicaram elevados sentimentos de ambivalência. Se, por um lado, alguns estão confiantes no futuro, outros sentem-se vulneráveis quando nele se projetam (Glaser, 2010). No primeiro caso sensações de felicidade e vitória são vivenciadas, no segundo caso são então relatadas emoções como angústia frente à apreensão e insegurança por enfrentar o desconhecido ou pela dúvida acerca da sua capacidade para colocar em prática tudo o que aprenderam (Oliveira, Detomini, & Silva, 2013) e medo associado a possíveis quedas (Dias & Soares, 2012) ou perdas de laços formados durante o percurso universitário (Glaser, 2010).

Tendo em conta as adversidades com que os estudantes se deparam e todas as exigências características desta fase das suas vidas, eles veem a necessidade de desenvolver determinadas estratégias que, segundo o seu ponto de vista, lhes permitem superar com eficácia este período. O mestrado, o estágio e a adoção de comportamentos de busca de emprego são algumas das principais estratégias possíveis para adquirir competências essenciais para ingressar no mercado de trabalho e se destacar no seio de inúmeros concorrentes. Destas, a maior ênfase é atribuída ao estágio, uma vez que proporciona uma aproximação à realidade do mundo do trabalho (Silva & Teixeira, 2013). Contribui para que os estudantes se coloquem numa posição ativa, conjugando os saberes teóricos e práticos contraídos na faculdade, se aproximem do ambiente de trabalho e ainda aprendam a estabelecer relações saudáveis com os seus supervisores, tirando proveito dos seus feedbacks. Assim, o estágio representa uma forma de aquisição de autonomia, seriedade e responsabilidade que leva ao aumento da sensação de segurança quanto à própria competência e capacidade de superação de desafios (Silva & Teixeira, 2013).

Ainda assim existem alunos que optam por dar seguimento aos estudos, especializando-se e aperfeiçoando conhecimentos, e desta forma defendem o mestrado como sendo o melhor caminho (Araújo, Domingues, Ribeiro, Martins, & Santos, 2010). Outros ainda preferem desenvolver comportamentos de procura de emprego, respondendo a anúncios e apresentando espontaneamente candidaturas (Magalhães & Teixeira, 2013). Finalmente, existe um outro grupo que julga que a experiência profissional é um fator que faz toda a diferença e por isso dedica-se a trabalhos extracurriculares que lhes proporcionem toda essa experiência e consequentemente lhes possibilite a aquisição de todas as competências que dela advêm (Paulos, Valadas & Fragoso, 2017).

Por último, é de maior interesse para o estudo saber um pouco mais acerca da configuração atribuída a este tema, pelos estudantes finalistas, de psicologia, em particular. Tal como muitos académicos, estes passam por todas as incertezas e inseguranças próprias da fase de transição para o mercado de trabalho e, mais uma vez, a instabilidade organizacional, associada à saturação existente na área de psicologia faz com que a idealização de um emprego para a vida caia em desuso (Vieira & Coimbra, 2006). No entanto, mesmo perante todas as contrariedades apresentadas, os estudantes acreditam que inovar e apostar em novas áreas, dentro da psicologia, é o caminho para se inserirem no mercado. Assim, é necessário que os estudantes deixem de ver a psicologia como sendo uma área inteiramente clínica e passem a acreditar na sua importância a nível organizacional, educacional ou até ligada a outras áreas, como é o caso da neuropsicologia (Santos, 2004).

Neste estudo, pretende-se que o contacto direto com os participantes constitua um fator essencial no preenchimento de lacunas referentes à falta de informação subjetiva que se verificou. Assim, a construção de uma visão holística tornar-se-á um dos principais benefícios da presente investigação.

 

Método

Participantes

Fizeram parte do estudo 6 alunos, do 3º ano da licenciatura de Psicologia, inscritos numa universidade pública do Norte de Portugal, selecionados tendo em conta a conveniência. O único requisito de seleção prendeu-se com a disponibilidade dos participantes.

 

Instrumentos

Recorreu-se a uma entrevista semiestruturada (Apêndice B), construída unicamente para ser utilizada neste projeto, constituída por um roteiro de 10 perguntas, com duração de, aproximadamente, 15 minutos, por participante. A aplicação deste instrumento viabilizou a compreensão de questões relacionadas com as expectativas e vivências dos estudantes finalistas de psicologia referentes à entrada no mercado de trabalho, bem como um conhecimento aprofundado acerca das estratégias adotadas pelos mesmos para reduzir os sentimentos de ineficácia despoletados por esta fase.

 

Procedimento

Após a aprovação do Comité de Ética em Pesquisa da Universidade, os estudantes, que aceitaram participar na pesquisa, assinaram o Termo de Consentimento Informado, a fim de que fosse reservado o direito ao anonimato.

A aplicação de um pré-teste foi realizada, em indivíduos com características idênticas às da amostra a ser utilizada, a fim de averiguar os pontos que poderiam ser melhorados. Percebeu-se que, quanto mais diretas e de fácil compreensão fossem as perguntas da entrevista, mais à vontade se sentiam os participantes, mais desenvolviam o tema e menos fugiam ao que lhes era perguntado.

De forma a aprofundar a complexidade dos factos estudados recorreu-se à abordagem qualitativa, com a finalidade de obter uma compreensão mais exímia possível do comportamento (Silva, 2010). Foi utilizada a análise de conteúdo descrita por Bardin (1977), cujo objetivo compreendeu a análise do discurso dos participantes, por procedimentos sistemáticos e objetivos, possibilitando a inferência de conhecimentos acerca do tema, a partir da decomposição dos relatos.

Relativamente à recolha de dados, procedeu-se à realização das entrevistas com auxílio de um gravador, estas foram transcritas na íntegra. Teve-se também em conta as condições do local escolhido para a realização das mesmas. Assim, os dados foram coletados numa sala apropriada da Universidade que primou nas questões de luminosidade e temperatura, de modo a que se mostrassem adequadas para os participantes. Outro ponto de extrema relevância prendeu-se com o isolamento, tendo sido otimizado, de modo que não fosse um fator distrator.

 

Resultados

Para a análise das entrevistas, realizou-se a análise de conteúdo qualitativa.

Tendo como ponto de partida a análise de conteúdo, foram geradas diversas categorias temáticas. Estas são apresentadas em função do foco em estudo: 1. Experiências vivenciadas no último ano de licenciatura; 2. Estratégias adotadas para colmatar as dificuldades com que se deparam; 3. Preocupações em relação ao ingresso no mercado de trabalho; 4. Perspetiva em relação à experiência profissional e aos estágios; 5. Expectativas em relação ao mercado de trabalho.

1. Experiências vivenciadas no último ano de licenciatura

Nesta categoria foram reunidas todas as vivências e alguns sentimentos referidos pelos alunos estudantes de psicologia. Verificou-se que este foi o ano, entre os três, o considerado mais difícil, exigente e trabalhoso: “ Tem havido muito trabalho, acho que o terceiro ano de licenciatura tem sido mais complicado do que os dois primeiros” (Sujeito D); “Considero, comparativamente ao primeiro e segundo ano, que é muito difícil gerir a vida pessoal e a vida na universidade, porque fico muito absorvida por tudo o que tenho que fazer” (Sujeito F). A ansiedade é marcante nesta fase: “Fico um bocado ansiosa, sem saber gerir as muitas coisas que tenho para fazer e como me organizar” (Sujeito F). É ainda indicado um sentimento de preocupação e insegurança, relativamente aos conhecimentos adquiridos e à sua posterior aplicação: “A nível de aprendizagem não me sinto de todo preparada para começar a trabalhar e ter uma carreira profissional” (Sujeito A).

2. Estratégias adotadas para colmatar as dificuldades com que se deparam

Na tentativa de colmatar as preocupações e as exigências pelas quais são absorvidos, mencionam que ter com quem as partilhar é extremamente útil para acalmar e prosseguir no trabalho, revelando assim a importância do apoio social: “Tento sempre acalmar-me, até porque não estamos a fazer as coisas sozinhos, temos sempre alguém que nos ajude” (Sujeito B); “ Tento falar com amigos, acabamos por partilhar e mostrar a mesma sensação, então acabamos por nos apoiarmos uns aos outros” (Sujeito F). Também são adotadas estratégias que envolvem não só a mente, como também o corpo, para relaxamento e treino da concentração: “Costumo fazer meditação duas vezes por semana” (Sujeito C); “ Tento fazer atividades físicas, principalmente as que exigem foco e apenas o peso do próprio corpo” (Sujeito E).

3. Preocupações em relação ao ingresso no mercado de trabalho

Nesta categoria foram listadas as preocupações referentes ao mercado de trabalho. Em todos os entrevistados verificou-se que a principal inquietação dizia respeito à saturação do mercado de trabalho em psicologia e consequente o desemprego: “ Toda a gente nos diz que não há emprego para nós e tenho mesmo medo de acabar o curso e não saber o que fazer, não saber como procurar e não ter e receber nada, e depois não saber o que fazer daí para a frente” (Sujeito B). Ainda nesta linha percebeu-se que não saber qual o próximo passo a ser dado no mestrado, isto é, a área a escolher, torna o medo ainda maior: “o facto de não ter emprego, de ser uma área muito competitiva, ainda não ter bem definidos os objetivos e aquilo que quero mesmo seguir, traz-me muita preocupação” (Sujeito A). A falta de experiência é relatada também como um fator que traz apoquentação: “ (…) choque de mundos diferentes, a não qualificação necessária para o que me pedem e normalmente as pessoas pedem sempre pessoas com experiência, e nunca aceitam ninguém que não tenha experiência, como é que é possível uma pessoa conseguir ingressar se ninguém nos dá a oportunidade de criar experiência, isso é um bocado preocupante.” (Sujeito C).

O facto de a Psicologia ser uma disciplina bastante extensa e, na população em geral, apenas se dar importância a algumas áreas mais conhecidas, como Clínica, Educacional, etc, restringe os estudantes nas suas escolhas. Sendo esta mais uma das preocupações que os estudantes enfrentam, irem para uma área apenas porque a consideram mais importante que as outras: “ (…) facto de na área de psicologia só haver importância em quatro áreas, sabendo que existem 50 áreas, mais de 50 aliás, que também deviam ter importância e, em Portugal, só dão importância a essas quatro (…) basicamente todos os psicólogos estão a fazer a mesma coisa e não há diversidade, e é importante” (Sujeito E); “porque se não arranjar trabalho na área que quero, acho que isso acaba por trazer muita infelicidade e ter que procurar outra coisa que com certeza não vai ser aquilo que quero” (Sujeito D).

Não ter os seus próprios rendimentos e independência, derivados do possível desemprego, inquieta estes: “Tenho que me sustentar de alguma forma não é…tenho de começar a pensar o que é que vou fazer para começar a ser independente” (Sujeito A); “A minha vida toda que está dependente de um suposto emprego” (Sujeito C).

4. Perspetiva em relação à experiência profissional e aos estágios

Nesta categoria apresentam-se as perspetivas em relação às experiências profissionais antes da entrada do mercado de trabalho e em relação aos estágios.

Relativamente às primeiras, todos os entrevistados consideram que estas são importantes. Na medida em que sabem se realmente é aquilo que querem fazer ou se sabem aplicar os conhecimentos teóricos no seu dia-a-dia, na prática: “ (…) para trabalhares tens de saber se gostas mesmo e tu só sabes aplicando e experienciando as situações (...) acho que é muito importante tu teres uma parte prática e lidares com as situações antes de começares mesmo uma carreira” (Sujeito A). A questão da confiança e da preparação que se ganha com as experiências profissionais, também é vista como um fator positivo: “ (…) proporciona mais confiança e torna o ingresso mais suave” (Sujeito C); “Acho que te torna mais preparada para aquilo que vais encontrar e estás mais adaptada a lidar com esses problemas” (Sujeito D). Porém, também há quem refira que é importante por, hoje em dia, qualquer emprego pedir pessoas qualificadas: “ (…) as pessoas sempre aceitam melhor alguém com experiência do que alguém que não tenha experiência, pelo menos vejo sempre isso nos anúncios de emprego” (Sujeito C). Além das experiências profissionais direcionadas para a área de Psicologia, também foram mencionados empregos em part-time ou empregos de verão, como fontes de ótimo enriquecimento pessoal e aprendizagem de competências essenciais para um futuro Psicólogo/a: “primeiro dá-te mais conhecimento, por exemplo a nossa profissão é muito de contacto com as outras pessoas. Então, acho extremamente importante, por exemplo, as pessoas que tem empregos de verão a trabalhar no Mc Donalds, para nós enquanto psicólogos até, porque conseguimos desenvolver capacidades, por exemplo a tolerância, a questão da empatia, entre muitas outras” (Sujeito F).

Em relação às perspetivas direcionadas para o estágio verificam-se dois pontos de vista. No primeiro, acham que são importantes, mas não suficientes para toda a aquisição de conhecimento feita até então: “são importantes e acho que deviam haver na licenciatura, não só no mestrado, acho que fazia muita diferença nós termos estágios na licenciatura (…) não sei é se é suficiente” (Sujeito D); “Ser suficiente acho que não mas complementado com os estágios profissionais e com outras experiências curriculares ou não curriculares que possas ter acho que é fundamental” (Sujeito A). No segundo, consideram os estágios uma fonte de rendimento e exploração do trabalho dos recém-licenciados que são obrigados a fazer os estágios profissionais para entrarem na ordem. Porém, não retiram a sua importância: “Estágios cá em Portugal é uma idiotice, pelo facto de teremos de pagar e simplesmente de não poderem aceitar o estágio. De resto, se é boa a sua existência, sim” (Sujeito C); “Comparativamente às outras ordens eu acho que a nossa funciona muito mal com essa questão dos estágios, e teres de pagar parta alguém te vir, supostamente, ensinar aquilo que tu já aprendeste no estágio curricular (…) mas a questão é, um estágio tem de ser de 12 meses para eles te aceitarem e agora, a maior parte, de quando te fazem o contrato é de 9 meses, ou seja por 3 meses ou 4 meses, o que seja, perdes a tua cédula profissional, começa já daí. Pagaste 5 anos de propinas para depois se não arranjares estágios, tu não és psicóloga em nenhum lado, não podes fazer nada. O estágio é importante, agora o estágio profissional acho que não tem muito sentido” (Sujeito F).

5. Expectativas em relação à entrada no mercado de trabalho

Nesta categoria percebem-se as perspetivas dos estudantes finalistas de Psicologia em relação ao mercado de trabalho. É importante referir que estes apenas se encontram no final do primeiro ciclo e tencionam ingressar no segundo ciclo. No entanto, a maioria tem expectativas negativas e vê a procura de emprego no estrangeiro como o passo seguinte quando terminar os seus estudos: “Muito más. Principalmente em Portugal por isso é que eu preferia ir lá para fora. Mas seja aqui, seja lá fora, as minhas expectativas são um bocado redutoras” (Sujeito C); “É assim eu estava à espera de arranjar trabalho aqui, no entanto acho que isso é muito complicado, dependendo da área que tu escolheres, mas acho que uma alternativa é ires para o estrangeiro, e acho que aí há mais oportunidades e talvez até seja melhor, mesmo em termos de experiência e tudo mais, acho que o futuro passa por ir trabalhar no estrangeiro” (Sujeito D). Pode-se perceber que os sujeitos que se encontram nesta categoria se veem a trabalhar mais na área clínica, esta pode ser a justificação para as suas baixas expectativas, uma vez que referem “ser uma área sobrecarregada” (Sujeito A).

Ainda assim, aqueles que veem o seu futuro fora desta área encontram-se com motivação e esperançosos, “as minhas expectativas estão um bocadinho coloridas (…) temos inúmeros exemplos e casos de sucesso em Psicologia” (Sujeito F); “Vou seguir um caminho diferente, essa é a minha motivação” (Sujeito E).

Tendo em conta estas exigências os entrevistados veem-se obrigados a ter certas competências, acham que facilitará a sua entrada no mercado de trabalho. As mais enunciadas são o trabalho em grupo, a empatia e a comunicação: “ A questão de trabalhar em equipa é extremamente importante, saber a gerir as situações em grupo, e a empatia, pelo menos no nosso curso” (Sujeito F); “Sem dúvida saber trabalhar em equipa, saber ouvir, saber falar(…)” (Sujeito A); “Tendo em conta o que eles pedem, bom trabalho de grupo, simpatia, muita paciência, dinamismo, empreendedorismo, pro-atividade” (Sujeito C).

 

Considerações finais

O presente estudo teve como principal objetivo investigar as expectativas dos estudantes finalistas de Psicologia em relação ao mercado de trabalho. Analisamos, também, de que modo estão a vivenciar o último ano, quais as suas perspetivas relativamente ao estágio e à experiência profissional e quais as estratégias por eles adotadas para minimizar o impacto negativo desta fase de transição.

O direcionamento da futura carreira é um processo que se inicia logo na escolha do curso superior. O sentido da escolha profissional está condicionado às relações que se estabelece entre o aluno e a universidade, ao seu percurso académico e inserções em estágios profissionais, bem como às perceções relativamente ao mercado de trabalho (Dias & Soares, 2012).

A entrada no mercado de trabalho tem sido alvo de mudanças nos últimos anos. Este processo tem vindo a tornar-se mais demorado, os recém-licenciados que conseguem emprego após terminar o curso têm vindo a diminuir, como resultado de ambientes profissionais instáveis e voláteis (Alves, 2005).

As mudanças têm sido percecionadas de diferentes formas. Para alguns, estas são vistas como o surgimento de novas oportunidades, pelo contrário, para outros, elas trazem insegurança no emprego bem como o enfraquecimento da posição dos trabalhadores (Teichler, 1999). Em relação aos estudantes universitários, estas mudanças têm provocado incertezas e inseguranças no que se refere ao mercado de trabalho e suas condições, a falta de conhecimento sobre a nova realidade e sobre os desafios que irão surgir parece ser uma situação comum nos alunos (Esteves, 2012).

Através da análise dos dados, verificamos que, de um modo geral, o último ano de licenciatura tem sido vivido com maior ansiedade por parte dos estudantes. Referiram-se a ele como sendo o mais exigente e trabalhoso e, consequentemente, o que lhes tem ocupado mais tempo, o que leva a uma dificuldade na gestão da vida pessoal e académica. A entrada numa nova fase também é uma preocupação dos alunos, ter um emprego é algo mais prático do que o conteúdo lecionado até então (Glover, Law & Youngman, 2002). Ainda mencionaram que não se sentem preparados para exercer uma profissão, apontado a falta de experiência, a não qualificação para aquilo que é exigido e o choque de mundos diferentes como principais causas das suas preocupações.

A conclusão do curso é vista, por muitos jovens, como uma fase de adoção de novos papéis que levam à sua independência financeira e familiar (Oliveira, Detomini & Silva, 2013). Esta transição de papéis, provoca muitas vezes ansiedade extrema nas retas finais do curso e consequentes quedas no desempenho escolar ou em, casos extremos, abandono dos estudos (Diniz, 2005).

No que diz respeito à questão central, ou seja, as expectativas relativamente ao mercado de trabalho, todos os entrevistados apontaram a saturação na área e consequente desemprego como as principais preocupações relativamente à questão, mostrando-se, de um modo geral, pouco confiantes no que se refere ao seu futuro profissional. O desempenho académico, o medo do fracasso bem como a possibilidade de poderem ficar desempregados e não poderem usar o seu próprio potencial são as questões que mais preocupam os estudantes (Diniz, 2005). A perceção desfavorável do mercado de trabalho está relacionada com a redução da motivação e aumento da ansiedade (Neiva,1996).

A experiência profissional e os estágios são aspetos considerados importantes pelos alunos como estratégias para enfrentar o mundo do trabalho (Vieira & Coimbra, 2006). Ao longo das entrevistas, os estudantes, mostraram que veem a experiência profissional como um meio para definir melhor os seus objetivos, uma vez que através dela podem contactar com situações positivas ou negativas, que lhes permitirão ter uma noção dos seus gostos e capacidades. A questão do ganho de confiança e preparação também é vista como um fator positivo. Assim, a experiência profissional é vista como uma forma de aquisição de competências pessoais essenciais para um futuro psicólogo, como por exemplo a tolerância, empatia, entre outras. É importante salientar que, tendo em conta as exigências atuais, a empatia, o trabalho em grupo e a comunicação são competências consideradas importantes pelos estudantes, de modo a diferenciarem-se de tantos outros profissionais e, consequentemente, facilitar a entrada no mercado de trabalho.

No que se refere ao estágio profissional as opiniões foram mais divididas. Apesar de todos considerarem o estágio profissional importante, alguns não o consideram suficiente para o treino dos conhecimentos teóricos aprendidos até então, aludindo à importância da existência de estágio não só no mestrado, mas também na licenciatura. Outro aspeto relevante foi o facto de para alguns o estágio ser visto como um meio para explorar os recém-formados. Aqui, as críticas recaíram sobre as estruturas da ordem dos psicólogos e sobre a falta de consistência entre o que lhes é exigido e os meios que lhes são proporcionados.

A transição da universidade para o mercado de trabalho configura uma fase de grande importância na vida dos estudantes e acarreta algumas preocupações e estados de ansiedade. Posto isto, abre-se a possibilidade de futuras pesquisas explorarem, de modo mais aprofundado, as diversas áreas de intervenção em psicologia e as competências exigidas por estas. Consideramos, igualmente pertinente, o estudo do impacto desta fase transitória na vida social e emocional dos estudantes, bem como a exploração de possíveis estratégias que estes possam adotar, tanto na preparação para a ingressão no mercado de trabalho, como na própria transição.

No que se refere às limitações da investigação, apesar do contacto direto com os alunos ter permitido compreender fenómenos socais e emocionais mais complexos, o número reduzido de participantes pode ter efeitos na representatividade e generalização dos resultados. O facto de os entrevistados pertencerem todos à mesma faculdade também pode ser uma delimitação no sentido que outros estudantes possam ter outros níveis de adaptação e preparação. No entanto, consideramos que o trabalho tenha sido importante tanto no sentido de elucidar as preocupações vividas pelos estudantes finalistas de psicologia, como na procura de possíveis soluções para os problemas presentes na área.

 

Referências

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