ISSN 2183 - 3990       

Avaliação da ansiedade-estado em estudantes universitários de psicologia

Avaliação da ansiedade-estado em estudantes universitários de psicologia

Anxiety-state evaluation in college students of psychology

Ana Rita Costa* / Cátia Mendes* / Débora Vieira* / Sara Nobre1* / Sónia Teixeira* / José Lopes2*/ Sónia Costa3*

*Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

 

Resumo

A ansiedade é um fenómeno experimentado por todos os indivíduos ao longo da vida. As exigências académicas da jornada universitária são propícias à experiência de ansiedade, suscetível de oscilar entre picos mais ou menos elevados, consoante as tarefas a executar. Pretende-se com o presente trabalho avaliar os níveis de ansiedade-estado em estudantes universitários do curso de Psicologia de uma universidade pública do norte de Portugal; bem como, analisar se os níveis de ansiedade-estado diferem nos diferentes anos do ciclo de estudos. Para o efeito foi elaborado um questionário sociodemográfico e aplicada a Escala de Autoavaliação de Ansiedade de Zung (Ponciano, Serra, & Relvas, 1982). Como principal resultado, verificamos que 59% dos estudantes de Psicologia manifestam ansiedade patológica que varia do nível moderado ao extremo.

Palavras-chave: ansiedade-estado; estudantes universitários; curso de psicologia

 

Abstract

Anxiety is a phenomenon that is experienced by all individuals throughout life. The university journey demands lead to anxiety, which can be susceptible to swing between high or low peaks, depending on the tasks. With this work, it is thus intended to evaluate the state-anxiety levels among psychology students from a public university in the north of Portugal; as well as is intended to analyse if the state-anxiety levels vary from the first to the last year of studies. For that purpose, it was prepared a socio-demographic questionnaire and it was applied the Zung’s Self-Evaluation Anxiety Scale. As a main result, we verified that 59% of the Psychology students demonstrate pathological anxiety that varies from moderate level to extreme level.

Keywords: anxiety-state; university students; graduation of psychology.

 

 

As perturbações de ansiedade manifestam-se por excesso de medo e ansiedade associadas a perturbações do comportamento. Podemos definir medo como sendo a resposta emocional a uma ameaça, seja ela real ou percebida, por outro lado, a ansiedade é antecipar uma ameaça futura, existindo tensão muscular, estado de vigilância (em preparação para o perigo futuro) e comportamentos de esquiva ou apreensão. A diferença entre as perturbações de ansiedade e o medo ou ansiedade adaptativa é o facto de estas serem excessivas e prolongarem-se além de períodos apropriados para o desenvolvimento (APA, 2014).

Apesar da ansiedade ser um fenómeno experienciado por todos os indivíduos ao longo da vida, o conceito continua a carecer de uma definição clara. Existe pouca 

concordância entre os investigadores, chegando mesmo a ser considerada como irredutível e indefinível. Sem uma definição exata, a ansiedade pode ser facilmente experienciada (Cazalla-Luna & Molero, 2014; Gama, Moura, Araújo, & Teixeira-Silva, 2008; Marques & Tavano, 2004). Pensa-se que este estado emocional seja caracterizado por um estilo cognitivo no qual o processamento de informações ameaçadoras tem prioridade (Waechter & Stolz, 2015). Esta emoção é considerada um sinal de alerta determinado pela presença de um conflito interno, que tem a função de avisar sobre um perigo iminente, proporcionando ao indivíduo medidas para lidar com a ameaça (Padilla-Coreano et al., 2016).

As principais características da perturbação de ansiedade generalizada são “ansiedade e preocupação persistentes e excessivas acerca de vários domínios, incluindo desempenho no trabalho e escolar, que o indivíduo encontra dificuldade em controlar”, para além de sintomas físicos, como inquietação, fadiga ou dificuldade de concentração (APA, 2014).

A ansiedade é, assim, um estado emocional com componentes psicológicos e fisiológicos que acompanha algumas experiências humanas (Almondes & Araújo, 2003; Ramos, 2013). É percebida como uma emoção caracterizada por um alerta tenso e fisicamente exaustivo, focalizado num perigo ou emergência iminente e inevitável, embora não objetivamente aparente, com uma incerteza dolorosa sobre a possibilidade de se resolver a situação (Motta et al., 2015; Steiner, Zaske, Durand, Molloy, & Arteta, 2016).

Todos os indivíduos já experienciaram ansiedade, seja como resposta normal e adaptativa aos estímulos (pois sem ela estaríamos vulneráveis aos perigos e ao desconhecido), ou como um sentimento desajustado e patológico (quando é desproporcional à ocasião que a origina ou quando não existe um objeto particular ao qual se direcione) (Coelho, Lorenzini, Suda, Rossini, & Reimão, 2010; Ferreira et al., 2009).

A ansiedade pode ser apresentada sobre a forma de sintomas, tais como tonturas, taquicardia, dores musculares, irritabilidade, tensão, falta de atenção, insónia e angústia. Estas manifestações são reguladas pelo sistema nervoso autónomo (Ferreira et al., 2009; Fioravanti, Santos, Maissonette, Cruz, & Landeira-Fernandez, 2006; Hodges, 2015; Ma, Pan, Xu, Han, & Song, 2016; Nelson, Purdon, Quigley, Carriere, & Smilek, 2015). Esta é parte da experiência de vida humana, mas a manifestação ansiosa é anormal quando exagerada, levando a um estado psicopatológico (Dubey et al., 2016; Ma et al., 2016).

Para melhor compreender este fenómeno da ansiedade importa distinguir as suas duas variantes. Quando é um modo habitual e consistente de reação designa-se por “ansiedade-traço”, quando é uma reação episódica ou situacional designa-se por “ansiedade-estado”. A ansiedade poderá fazer-se acompanhar de sentimentos de tristeza, vergonha e de culpa ou, por outro lado, de curiosidade, interesse ou excitação (Baptista, Carvalho, & Lory, 2005; Cazalla-Luna & Molero, 2014; Gama et al., 2008; Marques & Tavano, 2004; Siabato, Forero, & Paguay, 2013).

A ansiedade-estado refere-se a um estado emocional transitório ou condição do organismo humano, que pode ser caracterizado por sentimentos desagradáveis como apreensão, tensão e elevação das atividades do sistema nervoso autónomo, podendo este variar de intensidade ao longo do tempo dependendo da perceção do indivíduo acerca da situação que a desencadeou (Biaggio, Natalício, & Spielberger, 1977; Cazalla-Luna & Molero, 2014; Chaves et al., 2015; Gama et al., 2008; Kumari, Alam, Murtaza, & Imran, 2015; León-Prados, Fuentes, & Calvo, 2016; Marques & Tavano, 2004; Motta et al., 2015; Siabato et al., 2013). É desencadeada por eventos stressores (Barreto et al., 2016; Kumari et al., 2015; Mabweazara, Leach, & Andrews, 2016), e caracteriza-se por um estado de sofrimento emocional elevado em resposta à identificação de situação de perigo 

ou medo de uma situação particular (González-Castro, Rodríguez, Cueli, García, & Alvarez-García, 2015).

Considera-se que este tipo de ansiedade se deve a fatores situacionais de transição emocional e não a fatores de personalidade (Siabato et al., 2013). Segundo Silva e Spielberg (citados por Simões, 2013), perante determinados estímulos, os estados de ansiedade, apesar de temporários, podem voltar a manifestar-se. Se esses estímulos forem persistentes, os estados de ansiedade serão recorrentes e tendo em conta a frequência e intensidade dos mesmos pode transformar-se em traço da ansiedade.

Por vezes, o medo e a ansiedade são confundidos, mas a presença ou ausência de estímulos desencadeadores externos e o comportamento de evitação costumam ser características utilizadas para distinguir os dois estados. Considera-se medo quando existe um estímulo desencadeador externo que desencadeia comportamento de fuga ou evitação, enquanto a ansiedade é um estado emocional aversivo sem desencadeadores evidentes que, obviamente, não podem ser evitados, e acompanha-se de uma mistura de emoções, na qual predomina o medo (Baptista et al., 2005). A ansiedade está associada à ativação no córtex pré-frontal ventromedial e no hipocampo, enquanto o medo está associado à amígdala, que é a glândula envolvida no processamento de aspetos de ambas as respostas emocionais (Rigoli, Ewbank, Dalgleish, & Calder, 2016).

Estudos mostram que este estado emocional tem aumentado no grupo dos estudantes universitários, essencialmente devido às profundas transformações ocorridas a nível económico, social e cultural, por isso alguns autores têm chamado o século XX de “A Era da Ansiedade” (Almondes & Araújo, 2003; Chaves et al., 2015).

A prevalência desta perturbação tem o seu pico na meia-idade e vai declinando nos últimos anos de vida. Pessoas de descendência europeia tendem a sofrer com a perturbação de ansiedade generalizada com mais frequência comparativamente com descendentes não europeus. Também as pessoas de países desenvolvidos têm mais probabilidade de experienciar sintomas de ansiedade generalizada durante a vida (APA, 2014).

Os indivíduos que ingressam no ensino superior, assim como aqueles que o concluem, confrontam-se com uma série de desafios de cariz pessoal, interpessoal, familiar e institucional (Costa & Oliveira, 2015). Ao entrarem na faculdade, os estudantes estão sujeitos a situações geradoras de stress como o largo número de horas de estudo e execução de trabalhos de avaliação, ao qual se associa o desejo de não dececionar familiares e professores. Por outro lado, a somar as exigências académicas ocorrem nesta fase do ciclo vital as alterações maturacionais (fisiológicas, neurológicas e psicológicas), demarcadoras da transição da fase da adolescência para a do adulto, exigindo, consequentemente, a adaptação a um novo papel social, o de jovem adulto (Ferreira et al., 2009; Pereira et al., 2012). A influência de duas situações: o ingresso na faculdade (situação considerada ansiogénica) e a transição de uma etapa de desenvolvimento para outra (situação considerada crise normativa), por desencadearem alterações na experiência emocional dos estudantes, o aparecimento de quadros de ansiedade tona-se suscetível. Todavia, os atributos pessoais, a forma como cada um entende os eventos que vivência, conferindo-lhe valores positivos ou negativos, consoante a personalidade e a história de vida, irá fazer a diferença na forma como os estudantes vão lidar com esta nova fase da vida (Ferreira et al., 2009).

Ao longo do percurso académico o estudante é confrontado com situações geradoras de pressão psicológica e ansiedade. O estudante universitário, enquanto jovem adulto em processo de desenvolvimento, encontra-se mais sensível a situações de mal-estar, suscetíveis de desencadear ansiedade. A entrada no ensino superior é um momento marcante na vida destes indivíduos, por isso tem um impacto significativo (Costa & 

Oliveira, 2015; Cruz, Pinto, Almeida, & Aleluia, 2016; Simões, 2013). São inúmeros os problemas que os estudantes desenvolvem nesta etapa da sua vida. Em primeiro lugar são as questões pessoais como o homesikness, limitações nas aptidões sociais e tomadas de decisão e perturbações emocionais. Em segundo lugar, são as questões académicas como a ansiedade e o stress em circunstâncias de avaliação. Em terceiro lugar são as questões financeiras e de gestão da casa (Ferraz & Pereira, 2002).

Estudos evidenciam que os universitários que concluem o curso apresentam maiores pontuações de ansiedade, ou seja, mostram mais comprometimento emocional que os que estão a iniciar (Carvalho, Bertolini, Milani, & Martins, 2015; Cruz et al., 2016). Por sua vez, os que ingressam na universidade, passam por um processo de adaptação à nova realidade escolar, face com aumento das horas de estudo e exigências de concentração da atenção, potencialmente geradores de mal-estar psíquico e físico e, consequentemente, ansiedade. Os estados de ansiedade podem assim interferir com sucesso escolar. A ajuda psicopedagógica revela-se aqui imprescindível na melhoria da qualidade do ensino e do bem-estar psicológico. Da mesma forma, que o apoio prestado pelos pares, pela família e pelos professores parece ser crucial para a adaptação destes estudantes e para o seu desenvolvimento biopsicossocial (Costa & Leal, 2004; Ferraz & Pereira, 2002).

A incapacidade de gestão emocional da ansiedade pode atingir níveis patológicos e levar estudantes com boa capacidade cognitiva a obterem resultados académicos abaixo do seu potencial de realização e isso desencadear problemas psicológicos. Por exemplo, um estudante com uma média alta de entrada no ensino superior, que desenvolveu expectativas elevadas sobre o Ensino Superior, perante os primeiros insucessos poderá não ser capaz de gerir a situação, e o facto de comprometer a autoestima e o autoconceito pode despoletar elevados níveis de ansiedade, que por sua vez comprometem ainda mais o sucesso académico (Carvalho et al., 2015; Ferraz & Pereira, 2002).

A ansiedade pode estar também associada ao aumento do consumo de café, tabaco ou álcool, a horas reduzidas de sono, distúrbios comportamentais entre outros comportamentos (Ávila-Toscano, Pacheco, González, & Polo, 2015).

Estudos realizados por Costa e Leal (2004; 2008), nos quais participaram estudantes de licenciaturas como Psicologia e outras, foi possível concluir, que os estudantes deslocados apresentam maiores níveis de ansiedade do que os estudantes não deslocados. O mesmo acontece com estudantes que entraram na primeira opção de ingresso revelaram melhor saúde mental do que os estudantes que não estão num curso inicialmente desejado.

Em várias investigações, estudantes de psicologia descrevem sofrimento mental, incluindo ansiedade. Há uma necessidade de intervenções que promovam melhores estratégias de coping nos estudantes para evitar situações de angústia e ansiedade no futuro. Uma das intervenções possíveis é a prática do Mindfulness-Based Stress Reduction (Vibe et al., 2013).

Monti, Tonetti e Bitti (2013) esclarecem através do seu estudo que existem dois tipos de tratamento, que apesar de diferentes no que diz respeito à base teórica, podem reduzir significativamente a ansiedade entre os estudantes universitários. São eles a terapia cognitiva-comportamental e a terapia psicodinâmica (Davies, 2015; Monti et al., 2013).

Segundo Foster, Steen, O’Ryan e Nelson (2016) existem algumas tarefas de vida que têm por fim a redução da ansiedade. Um dos aspetos importantes é que a ansiedade diminui consoante o aumento da satisfação dos estudantes com as suas amizades. Constatou-se também que os estudantes que gerem o seu stress e possuem crenças realistas saudáveis apresentam níveis mais baixos desta emoção. A 

espiritualidade foi a única tarefa de vida que não apresentou uma influência significativa no aumento/diminuição da ansiedade em estudantes universitários.

Um estudo realizado numa universidade da Malásia encontrou relação significativa em sentido inverso entre ansiedade e desempenho académico. Do ponto de vista prático, a avaliação da ansiedade é importante para fornecer informações de base sobre o desempenho dos estudantes de Psicologia (Hamid & Sulaiman, 2016).

As questões sociais, metodológicas e empíricas antes referidas levaram ao objetivo geral deste estudo, avaliar os níveis de ansiedade-estado em estudantes universitários do curso de Psicologia de uma universidade pública portuguesa do norte. Bem como, analisar e comparar os níveis desta emoção entre o 1º, 2º e 3º ano de licenciatura.

Ao longo da investigação prevê-se que os estudantes do 1º ano de licenciatura tenham níveis de ansiedade-estado mais altos do que os outros anos. A contrastar supõe-se que os estudantes do último ano possuam níveis de ansiedade-estado mais baixos do que os restantes anos. Além disso, sugere-se que, os estudantes dos três anos da licenciatura de psicologia experienciem pouca ansiedade-estado.

 

 

 

Metodologia

Participantes

Participaram neste estudo 147 estudantes do primeiro ciclo de estudos em psicologia, com idades compreendidas entre os 17 e os 39 anos [M= 20.44 anos, DP= 3.62], dos quais 135 (91.8%) são do sexo feminino e 12 (8.2%) do sexo masculino. A amostra foi recolhida nas turmas do 1º, 2º e 3º ano de licenciatura em psicologia de uma universidade pública do norte de Portugal.

 

 

Instrumentos

Nesta investigação, a fim de obter os dados pretendidos para responder aos objetivos, optou-se por utilizar uma declaração de consentimento informado, um questionário sociodemográfico e a Escala de autoavaliação da ansiedade de Zung que descreveremos de seguida e que se encontram em anexo.

Declaração de Consentimento informado livre e esclarecido. Foi utilizada uma declaração de consentimento informado preenchida pelos participantes mostrando caráter voluntário na participação do estudo.

Questionário sociodemográficos. Utilizamos uma ficha demográfica a fim de obter informações relativas ao sexo, idade e identificação escolar.

Escala de Autoavaliação de Ansiedade de Zung. Para avaliar a ansiedade foi utilizada a escala de autoavaliação de ansiedade de Zung (SAS) (Ponciano, Serra, & Relvas, 1982). A SAS desenvolvida por Zung (1971) é uma escala de autoavaliação na qual o autor se auxiliou de uma consulta clínica fundamentada nos sinais e sintomas mais característicos das manifestações de ansiedade mencionados na literatura psiquiátrica. Esta escala avalia a ansiedade situacional (estado) e é composta por afirmações que têm em conta as manifestações essenciais deste estado emocional referidas por doentes durante sessões clínicas (Quintão, Delgado, & Prieto, 2013; Zung, 1971).

Este instrumento é composto por 20 itens que traduzem sintomas, dos quais a pessoa deve escolher para cada um deles, uma das quatros opções que melhor se adequa a si: “nenhuma ou raras vezes”, “algumas vezes”, “uma boa parte do tempo”, “a maior parte ou totalidade do tempo” (Mendes, 2010). A cada uma das opções é atribuída uma pontuação que vai desde 1 a 4, do menos para o mais ansioso, respetivamente (Hou et al., 2014). Assim, quanto mais ansioso estiver um individuo mais elevada pontuação obtêm  na escala. A pontuação desta varia de 20 a 80. Para fazer a sua cotação divide-se a pontuação obtida pelo valor máximo possível, alcançando assim o um índice que representa o grau de ansiedade (McMahon et al., 2016; Quintão et al., 2013).

As pontuações totais são divididas em 4 intervalos: 0-44 como níveis normais, 45-59 como níveis de ansiedade moderada, 60-74 níveis de ansiedade severa, 75-100 como ansiedade extrema (Campbell Burton et al., 2013; Hou et al., 2014; Luo et al., 2016; Meshram, Sulaxane, Kulkarni, & Kale, 2017; Palagini, Mauri, Dell’Osso, Riemann & Drake, 2016; Vinhas, 2008).

Esta escala avalia quatro elementos da ansiedade: cognitivo, motor, vegetativo e sistema nervoso central. O cognitivo é constituído pelas primeiras cinco frases (p.e.”Sinto-me mais nervoso e ansioso do que do costume”), o motor pelas quatro seguintes (p.e. “Sinto os braços e as pernas a tremer”), o vegetativo pelas nove seguintes (p.e. “Sinto o meu coração a bater depressa demais”), e o sistema nervoso central pelas duas últimas (p.e. “Adormeço facilmente e consigo obter um bom descanso durante a noite”) (Couceiro & Ramos, 2014; Mendes, 2010).

A escala foi considerada como tendo uma boa validade e fidedignidade quer na versão americana quer na aferição portuguesa (Mendes, 2010). Os autores da aferição portuguesa descrevem a SAS como um bom instrumento discriminativo entre a população normal e a população que padece de ansiedade. No entanto, os estudos que verificam a correlação entre cada componente da escala com o seu valor global, verificam que há um componente geral, pois cada componente não só se correlaciona bem com o valor global da ansiedade, como são bem discriminados na análise dos componentes principais. Pode concluir-se que a SAS é uma escala com uma boa validade, fidedignidade e discriminação (Mendes, 2010). No estudo realizado por McMahon e colaboradores (2016), pode verificar-se que o Alfa de Cronbach foi de 0.81, indicando boa confiabilidade interna. Já no presente estudo a confiabilidade foi de 0.86. Outra característica que levou à escolha deste instrumento foi o facto de ter boa confiabilidade e validade em amostras de estudantes universitários. No entanto, no artigo da aferição portuguesa não nos indica qual o Alfa de Cronbach da mesma (Ponciano et al., 1982).

 

Procedimentos

Todos os participantes do estudo assinaram o consentimento informado livre e esclarecido, após a explicação dos objetivos da investigação e garantida a confidencialidade dos dados fornecidos. A recolha de dados foi efetuada em contexto de sala de aula, em apenas um momento, sendo que se trata de um estudo transversal. Apresentaram-se os objetivos gerais do estudo e foram dadas instruções padronizadas. Os participantes demoraram entre 5 a 10 minutos a responder aos nossos questionários.

Para a análise dos dados foi utilizado o programa estatístico Statistical Package for Social Sciences (SPSS), na versão 24.0 (para Windows). As variáveis que correspondiam às características gerais dos sujeitos avaliados foram analisadas de forma descritiva e para testar a possível relação entre a ansiedade-estado (variável dependente) e o ano de licenciatura em Psicologia (variáveis independentes) foi efetuada análise inferencial, assumindo-se como significância estatística valores de p < .05.

 

Resultados

Atendendo às pontuações de corte da escala (as pontuações totais são divididas em 4 intervalos: 0-44 como níveis normais, 45-59 como níveis de ansiedade moderada, 60-74 níveis de ansiedade severa, 75-100 como ansiedade extrema), na amostra estudada, as análises descritivas reportam índices de ansiedade ligeira a moderada (M=37.50; DP=8.17). Quanto à avaliação da variável nos três anos de curso, os resultados indicam  que o terceiro apresenta índices de ansiedade, ligeiramente, mais baixos que os dois anos anteriores (M=36.98; DP= 8.19). (Ver Tabela 1).

Tabela 1 Análise descritiva da ansiedade-estado total e distribuição por ano de curso
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 Com o objetivo de analisar a tabela 2, verificamos que os estudantes do 1ºano não manifestam nenhum caso de ansiedade-estado extrema, no entanto 76% dos estudantes deste ano apresenta ansiedade-estado moderada ou severa. Os estudantes do 2ºano revelam percentagens mais altas de ansiedade-estado, com 17% de ansiedade-estado severa e 4% de ansiedade-estado extrema. No entanto, a maioria destes estudantes encontra-se com ansiedade-estado moderada (52%). Por fim, no 3ºano apesar de 48% apresentar ansiedade-estado normal, verifica-se que e 11% destes estudantes revelam ansiedade-estado severa e 2% ansiedade-estado extrema.

Tabela 2

Análise descritiva dos níveis de ansiedade e sua distribuição por ano de curso

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Não há diferenças significativas ao nível do grau de ansiedade em função do ano de escolaridade, x2 (2)= 2.60, p=.272.

 

Discussão

A ansiedade é um fenómeno multifacetado, emocional e físico que se manifesta de forma diferente em todas as pessoas e é comumente expresso através de preocupação, medo ou stress (Steiner et al., 2016).

A realização deste estudo surgiu da preocupação crescente com a saúde mental, nomeadamente da ansiedade-estado, deste grupo de jovens. Tendo em consideração que os jovens universitários se encontram na faixa etária em que surgem as primeiras manifestações de muitas doenças psiquiátricas é necessário uma chamada de atenção para a sua psicossomatização (Vibe et al., 2013). Estudos revelaram que a ansiedade tem aumentado consideravelmente na população humana, principalmente no grupo dos estudantes universitários, essencialmente devido às profundas transformações ocorridas a nível económico, social e cultural (Almondes & Araújo, 2003).

Posto isto, pretendemos com o presente estudo avaliar os níveis de ansiedade-estado em estudantes universitários do curso de Psicologia de uma universidade pública portuguesa do Norte. Bem como, analisar e comparar os níveis desta emoção entre o 1º, 2º e 3º ano de licenciatura.

Atendendo ao nosso objetivo geral, observamos que 59% dos estudantes de Psicologia manifestam ansiedade patológica que varia do nível moderado ao extremo.

Os nossos resultados não mostraram relevância no que diz respeito à ansiedade-estado nos diferentes anos de licenciatura em Psicologia nem está de acordo com a nossa revisão literária. Em relação aos objetivos colocados para a elaboração desta investigação verificamos que nenhum dos objetivos foram comprovados. Através dos nossos resultados, concluímos que a ansiedade-estado moderada é a que a se revela mais persistente com 46%.

No nosso primeiro objetivo, nós supusemos que o 1ºano teria um maior índice de ansiedade dos que os restantes anos, uma vez que segundo a revisão de literatura a entrada na universidade é um momento marcante na vida dos estudantes universitários com um impacto significativo. Isto acontece porque os jovens encontram-se em processo de desenvolvimento, estando mais vulneráveis a situações de mal-estar e a desencadear emoções como a ansiedade (Costa & Oliveira, 2015; Cruz et al., 2016; Pereira et al., 2012; Simões, 2013). São inúmeros e de diversas origens os problemas que estes indivíduos desenvolvem nesta etapa da sua vida, destacando-se os de cariz pessoal, académico e financeiro (Ferraz & Pereira, 2002). Posto isto, os nossos resultados obtidos estão de acordo com este objetivo e com a revisão de literatura, uma vez que os estudantes do 1ºano apresentam níveis de ansiedade-estado mais altos que os restantes anos, uma vez que 76% dos estudantes revelam ansiedade-estado moderada, severa ou extrema.

Verificámos que o que foi obtido não está em concordância com as investigações realizadas anteriormente que referiam que os universitários que estão a concluir o curso apresentam maiores pontuações de ansiedade, ou seja, mostram mais comprometimento emocional que os que estão a iniciar (Carvalho et al., 2015; Cruz et al., 2016), provavelmente ligada com a incerteza do primeiro emprego relacionada com competitividade existente no mercado de trabalho (Ávila-Toscano et al., 2015; Cruz et al., 2016; Marques & Tavano, 2004; Santos, 2014). Assim sendo, o segundo objetivo colocado não foi comprovado com a literatura, uma vez que se verificou neste estudo que os estudantes de 3ºano apresenta maiores resultados de ansiedade-estado moderada, severa ou extrema (52%) do que os estudantes do 2ºano (48%) mas menor que o 1ºano (76%).

Em relação ao terceiro objetivo, também não foi corroborado visto que os estudantes do 1º, 2º e 3º ano da licenciatura apresentam, no total, 59% de casos de ansiedade-estado moderada, severa ou extrema enquanto que apenas 41% dos estudantes dos três anos revelaram ansiedade-estado normal. Estes resultados estão em concordância com várias investigações que referem que os estudantes de Psicologia descrevem sofrimento mental, incluindo ansiedade (Vibe et al., 2013). Em estudos realizados com estudantes de Psicologia, podemos observar algumas das razões que podem explicar estes resultados. O suporte social tem um peso muito relevante para o bem-estar psicológico dos indivíduos. No entanto, se não obtêm o apoio desejado, ou se não solicitam a ajuda quando precisam, os estudantes podem desenvolver defesas que originam um retraimento emocional incompatível com o bem-estar psicológico, como é o caso da ansiedade. O mesmo acontece com os estudantes deslocados e com os estudantes que não estão num curso inicialmente desejado (Costa & Leal, 2004; 2008).

Os nossos resultados poderão ser considerados limitados, na medida em que a nossa amostra é bastante homogénea, sendo maioritariamente do sexo feminino. O facto de a amostra ser somente recolhida numa universidade e apenas na licenciatura de Psicologia poderão ser também fatores que vão enviesar os resultados. Desta forma, propomos como perspetivas para futuras investigações um estudo mais alargado a outros cursos, bem como a outras instituições universitárias.

 

 

Referências

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